Relatório de sustentabilidade 2025

A sustentabilidade não diz respeito apenas à redução do impacto ambiental. Significa também valorizar as pessoas, reforçar a relação com o território, melhorar os processos da empresa e construir relações transparentes com clientes, parceiros e fornecedores.
Com a publicação do Relatório de sustentabilidade 2025, a Spedimar apresenta o seu percurso rumo a um modelo de crescimento cada vez mais responsável, capaz de integrar resultados económicos, preocupação ambiental e valor social.
O documento foi elaborado segundo o modelo desenvolvido pela SUPSI e promovido pela Câmara de Comércio, Indústria, Artesanato e Serviços do Cantão do Ticino, com o apoio da Divisão da Economia do DFE.

Uma visão completa da sustentabilidade na logística
Para a Spedimar, falar de sustentabilidade na logística significa considerar em conjunto quatro dimensões fundamentais:
proteção do ambiente;
bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores;
responsabilidade para com a comunidade;
transparência e qualidade na gestão da empresa.
Esta abordagem nasce da consciência de que uma empresa sustentável deve ser capaz de criar valor a longo prazo, não só para si própria, mas também para as pessoas e as partes interessadas com quem se relaciona diariamente.
O objetivo é, portanto, ir além de cada envio, desenvolvendo uma logística mais eficiente, inovadora e responsável.

Pessoas, formação e bem-estar na empresa
As pessoas são um dos elementos centrais do percurso de sustentabilidade da Spedimar. Em 2025, a empresa contou com 29 colaboradores, dos quais 27 com contrato sem termo e 2 aprendizes. É dada especial atenção à estabilidade laboral, à segurança, à flexibilidade organizacional e ao equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal.
Ao longo do ano foram ministradas 268 horas de formação, com um investimento total superior a CHF 10.000. Os cursos abrangeram diversas áreas, entre as quais segurança, línguas, procedimentos internos, aspetos jurídicos e gestão de envios.
Entre as iniciativas dedicadas aos colaboradores incluem-se ainda os benefícios sociais da empresa, a possibilidade de teletrabalho para as funções compatíveis, a gestão flexível das horas extraordinárias e um sistema de prémios e reconhecimentos associado aos resultados e ao desempenho.
Investir nas competências significa melhorar a qualidade do serviço e, ao mesmo tempo, oferecer às pessoas oportunidades concretas de crescimento profissional.


Uma logística mais atenta ao ambiente
O setor dos transportes e da logística gera inevitavelmente impactos ambientais ligados ao consumo de energia, à utilização de combustíveis e às emissões.
Por isso, a Spedimar iniciou um percurso de monitorização e melhoria do seu desempenho ambiental, centrado na eficiência dos transportes, na gestão dos consumos e na redução do desperdício.
Em 2025 foi concluída a transição para uma frota de veículos totalmente conforme às normas EURO 6 ou a categorias ambientais equivalentes. A renovação da frota permite melhorar a eficiência operacional e reduzir as emissões poluentes geradas pelas atividades de transporte.
A empresa promove ainda:
a recolha seletiva de resíduos;
a utilização de papel reciclado;
a monitorização dos consumos de energia;
a análise do impacto ambiental de alguns trajetos;
a sensibilização interna para os temas da sustentabilidade.
O relatório inclui também uma primeira estimativa da pegada ambiental relativa a seis trajetos representativos, num total estimado de 271 envios anuais. Esta análise constitui uma base útil para melhorar progressivamente a qualidade dos dados e identificar novas oportunidades de otimização dos transportes.


Digitalização e objetivo paper free
Um dos objetivos mais importantes do percurso ambiental da Spedimar diz respeito à digitalização dos processos.
A empresa pretende, de facto, eliminar por completo a utilização de papel até 2028.
Tornar-se paper free não significa apenas reduzir o consumo de recursos. A digitalização permite também acelerar os fluxos operacionais, melhorar a gestão da informação, reduzir os erros e tornar os processos da empresa mais eficientes e rastreáveis. Tecnologia e sustentabilidade tornam-se, assim, dois elementos complementares num percurso de inovação que envolve toda a organização.


Responsabilidade social e ligação ao território
A sustentabilidade da Spedimar inclui também um forte compromisso para com a comunidade local.
Ao longo de 2025, a empresa apoiou iniciativas sociais, desportivas e formativas, em colaboração com associações, escolas e organizações da região.
Entre as atividades realizadas contam-se o apoio à Associazione Fibrosi Cistica Ticinese, o patrocínio da equipa feminina do SC Balerna e as colaborações com a Spedlogswiss para a formação dos aprendizes.
A Spedimar organiza ainda dias de orientação e portas abertas destinados aos alunos das escolas do ensino básico e do Centro Professionale Commerciale de Chiasso, oferecendo aos jovens a possibilidade de conhecer mais de perto o mundo da logística, dos envios e das atividades aduaneiras.
Estas iniciativas confirmam a vontade de contribuir para o desenvolvimento da região e de criar oportunidades concretas para as novas gerações.


Governação, qualidade e relação com as partes interessadas
Um crescimento sustentável exige também uma governação sólida, transparente e orientada para a melhoria contínua.
Os valores que estão na base da atividade da Spedimar são a honestidade, a organização, a ambição, a paixão e o método. Estes princípios orientam as relações com colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores.
A empresa obteve ainda a certificação OEA (AEO) em 2023 e a certificação ISO 9001 em 2025.
A certificação ISO 9001 representa mais um passo rumo à normalização dos processos, à medição do desempenho e à melhoria contínua da qualidade do serviço.
Também a seleção dos fornecedores é gerida através de critérios estruturados, que têm em conta não só os aspetos económicos e técnicos, mas também a fiabilidade, a conformidade, a ética e a sustentabilidade.


Os objetivos para os próximos anos
O Relatório de sustentabilidade 2025 não é apenas um retrato das atividades realizadas, mas também um ponto de partida para os próximos objetivos.
Entre as principais metas definidas pela Spedimar contam-se:
maior envolvimento das partes interessadas nos processos de decisão até 2026;
desenvolvimento de um plano estruturado de redução das emissões no biénio 2026-2027;
obtenção da certificação IATA até 2027;
acompanhamento de um aprendiz até à conclusão do seu percurso formativo até 2027;
eliminação completa da utilização de papel até 2028.
Estes objetivos demonstram a vontade de integrar cada vez mais sustentabilidade, inovação e crescimento empresarial.

Um compromisso concreto com o futuro da logística
O Relatório de sustentabilidade 2025 representa para a Spedimar um compromisso com uma maior transparência e com um percurso de melhoria contínua.
Medir as atividades, comunicar os resultados e definir objetivos concretos significa assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas e preparar-se para os desafios futuros do setor logístico.
Para a Spedimar, sustentabilidade significa continuar a movimentar mercadorias e a ligar mercados, fazendo crescer ao mesmo tempo as pessoas, o território e a qualidade dos serviços prestados.
Não apenas um fornecedor, mas o seu parceiro.

FAQ
O que é o Relatório de sustentabilidade da Spedimar?
É o documento através do qual a Spedimar apresenta as suas atividades, resultados e objetivos nas áreas ambiental, social, económica e de governação.
Que iniciativas ambientais realizou a Spedimar?
Entre as principais iniciativas contam-se a renovação da frota segundo as normas EURO 6, a monitorização dos consumos, a recolha seletiva de resíduos, a utilização de papel reciclado e o início de análises do impacto ambiental dos transportes.
Quais são os objetivos futuros da Spedimar?
Entre os principais objetivos contam-se a redução das emissões, uma maior digitalização dos processos, o envolvimento das partes interessadas e o cumprimento do objetivo paper free até 2028.

Grupagem ou carga completa? Como escolher o transporte certo

Quando é preciso organizar um transporte rodoviário de mercadorias, uma das primeiras decisões diz respeito ao modo de envio: é melhor optar por um transporte em grupagem ou reservar uma carga completa?

A resposta depende sobretudo do volume da mercadoria, dos prazos de entrega, do orçamento disponível e das características da carga.

Escolher a solução errada pode significar suportar custos mais elevados do que o necessário, alargar os prazos de entrega ou aumentar o número de manuseamentos da mercadoria.

Neste guia analisamos as diferenças entre grupagem, groupage, transporte LTL e carga completa FTL, explicando quando compensa utilizar cada solução e porque é que a gestão aduaneira é particularmente importante nos envios entre a Itália e a Suíça.

O que é o transporte em grupagem?

A grupagem, também chamada groupage ou transporte LTL – Less Than Truckload, é um modo de transporte em que as mercadorias de vários clientes são agrupadas e carregadas no mesmo veículo.

Cada cliente paga apenas o espaço efetivamente ocupado pelo seu envio, em vez de suportar o custo de um camião inteiro.

O preço pode ser calculado com base em vários parâmetros, entre os quais:

  • número de volumes;
  • número e tipo de paletes;
  • peso real;
  • peso volumétrico;
  • metros lineares ocupados;
  • locais de recolha e de entrega.

A grupagem é particularmente indicada para quem precisa de enviar pequenas quantidades de mercadoria, como uma ou mais paletes, sem ter volume suficiente para encher um veículo completo.

Como funciona um envio em grupagem?

A mercadoria é geralmente recolhida no expedidor e transferida para um hub logístico, onde é consolidada com outros envios destinados à mesma zona geográfica.

Em seguida, as mercadorias são separadas e encaminhadas para os respetivos destinos.

Esta organização permite otimizar o espaço disponível nos veículos e reduzir o custo do transporte para cada cliente.

A existência de várias fases de triagem pode, no entanto, implicar:

  • prazos de entrega ligeiramente mais longos;
  • um maior número de manuseamentos;
  • a necessidade de uma embalagem adequada;
  • uma maior atenção à documentação de transporte e aduaneira.

O que é a carga completa FTL?

A carga completa, também chamada transporte FTL – Full Truckload, pressupõe a utilização exclusiva do veículo por um único cliente.

A mercadoria é carregada no ponto de partida e transportada diretamente para o destino, sem ser consolidada com envios de outros expedidores.

A carga completa é indicada quando:

  • a mercadoria ocupa todo ou quase todo o camião;
  • a entrega é urgente;
  • a carga é delicada ou de valor elevado;
  • é necessário reduzir ao mínimo os manuseamentos;
  • o cliente pretende maior controlo sobre o percurso;
  • estão previstas janelas de entrega precisas.

Em comparação com a grupagem, o transporte FTL oferece geralmente prazos mais rápidos e maior previsibilidade, uma vez que o veículo não tem de efetuar operações intermédias de consolidação e triagem.

O que é a carga parcial?

Entre a grupagem e a carga completa existe também uma solução intermédia: a carga parcial, muitas vezes designada PTL – Partial Truckload.

Este modo é adequado a envios que ocupam uma parte significativa do veículo, mas não o suficiente para justificar economicamente a reserva de um camião inteiro.

A carga parcial pode representar um bom compromisso entre:

  • custo;
  • tempos de trânsito;
  • espaço ocupado;
  • número de manuseamentos.

A conveniência deve ser avaliada caso a caso, comparando o custo da grupagem com o de um veículo dedicado.

Diferença entre grupagem e carga completa

A principal diferença diz respeito à utilização do veículo.

Na grupagem, o espaço é partilhado com outros clientes, enquanto na carga completa o camião é inteiramente dedicado a um único envio.

CaracterísticaGrupagem / LTLCarga completa / FTL
Utilização do veículoPartilhada com outros enviosExclusiva
Ideal paraPoucos volumes ou paletesGrandes volumes
CustoCalculado sobre o espaço ocupadoCalculado sobre o veículo inteiro
Prazos de entregaGeralmente mais longosGeralmente mais rápidos
ManuseamentosMaisReduzidos
PercursoPode incluir hubs intermédiosDireto
FlexibilidadeElevada para pequenas quantidadesElevada para urgências e grandes cargas
Risco de manipulaçãoMaiorMenor

Quando compensa escolher a grupagem?

A grupagem é geralmente a solução mais vantajosa quando o envio inclui:

  • um número limitado de volumes;
  • uma ou poucas paletes;
  • mercadoria não particularmente urgente;
  • volumes insuficientes para encher um camião;
  • entregas periódicas de pequenas quantidades.

A principal vantagem económica consiste na possibilidade de pagar apenas o espaço utilizado.

Por exemplo, enviar uma única palete com um camião dedicado seria normalmente pouco vantajoso. Incluindo-a num transporte em grupagem, o custo do veículo é repartido entre vários clientes.

A grupagem é, por isso, particularmente adequada às empresas que efetuam envios regulares, mas com quantidades reduzidas.

Quando compensa escolher a carga completa?

A carga completa é geralmente preferível quando:

  • a quantidade de mercadoria enche ou quase enche o veículo;
  • o custo por palete da grupagem se aproxima do custo do camião completo;
  • a entrega tem de ser rápida;
  • a mercadoria é frágil, sensível ou de valor elevado;
  • são exigidos prazos e horários de entrega precisos;
  • se pretende evitar a passagem por hubs logísticos;
  • a carga não pode ser transportada juntamente com outras mercadorias.

À medida que o volume aumenta, o custo da carga completa pode tornar-se mais eficiente do que o da grupagem.

Nestes casos, não se deve comparar apenas o preço total, mas sobretudo o custo por unidade transportada, como o custo por palete, por tonelada ou por metro linear.

Os quatro fatores a avaliar antes de escolher

1. Volume e peso da mercadoria

O volume é muitas vezes o primeiro elemento a considerar.

Poucos volumes ou paletes tornam geralmente a grupagem vantajosa. Quando, pelo contrário, a mercadoria ocupa uma parte relevante do veículo, convém comparar o custo da grupagem com o de uma carga completa.

Além do peso real, é necessário considerar também o peso volumétrico. Uma mercadoria leve, mas muito volumosa, pode de facto ocupar um espaço significativo no camião.

2. Prazos de entrega

A carga completa oferece normalmente tempos de trânsito mais rápidos, porque a mercadoria é transportada diretamente do expedidor para o destinatário.

A grupagem exige, pelo contrário, operações de consolidação, triagem e distribuição.

Quando a entrega está sujeita a um prazo preciso, o transporte dedicado pode oferecer maiores garantias.

3. Fragilidade e valor da carga

Cada manuseamento adicional aumenta o risco de choques, erros ou danos.

Para mercadorias frágeis, delicadas, fora de medida ou de valor elevado, a carga completa pode ser a solução mais prudente, porque reduz o número de passagens.

A grupagem continua, ainda assim, a ser um modo seguro, desde que a mercadoria esteja corretamente embalada e seja confiada a um operador logístico organizado.

4. Orçamento disponível

Para pequenas quantidades, a grupagem é geralmente mais económica, porque o cliente paga apenas o espaço utilizado.

Com o aumento dos volumes, porém, a carga completa pode tornar-se mais vantajosa. Encher um camião permite, de facto, repartir o custo do transporte por um número maior de paletes ou volumes.

Grupagem Itália-Suíça: porque é que a alfândega é fundamental

Nos envios entre a Itália e a Suíça, a escolha entre grupagem e carga completa não pode ser avaliada tendo em conta apenas o transporte.

A Suíça não faz parte da União Europeia, pelo que cada envio comercial tem de ser acompanhado da documentação necessária para as operações de importação, exportação ou trânsito.

Numa carga completa, a gestão aduaneira envolve geralmente um número limitado de intervenientes e documentos.

Num transporte em grupagem, pelo contrário, no mesmo veículo podem seguir envios de expedidores e destinatários diferentes, cada um com:

  • faturas comerciais próprias;
  • classificações pautais diferentes;
  • valores e origens diferentes;
  • documentos de exportação e importação;
  • eventuais autorizações ou certificações.

Um documento em falta, uma classificação pautal errada ou uma informação incompleta podem atrasar as operações e, em alguns casos, afetar todo o transporte.

Por isso, é importante confiar num transitário capaz de coordenar tanto o transporte como o desalfandegamento.

As vantagens de um único parceiro para transporte e alfândega

Separar a gestão do transporte da gestão aduaneira pode gerar atrasos, mal-entendidos e passagens de informação entre fornecedores diferentes.

Confiar num único interlocutor permite, pelo contrário:

  • verificar previamente os documentos;
  • coordenar a recolha com a abertura do processo aduaneiro;
  • reduzir o risco de erros;
  • gerir mais rapidamente eventuais anomalias;
  • acompanhar o envio em todas as fases;
  • simplificar a comunicação entre expedidor e destinatário.

Nos envios que atravessam a fronteira entre a Itália e a Suíça, a coordenação entre logística e alfândega é muitas vezes determinante para cumprir os prazos de entrega.

A localização da Spedimar em Chiasso permite operar diretamente num dos principais pontos de ligação comercial entre os dois países, oferecendo um apoio integrado para transporte, envios internacionais e processos aduaneiros.

Quanto custa um transporte em grupagem?

O custo de um envio em grupagem varia em função de vários elementos:

  • número de paletes ou volumes;
  • dimensões da mercadoria;
  • peso real e volumétrico;
  • metros lineares ocupados;
  • distância entre recolha e entrega;
  • frequência das ligações;
  • eventuais mercadorias perigosas;
  • necessidade de plataforma elevatória;
  • seguro pretendido;
  • operações aduaneiras;
  • eventuais tempos de espera.

Não é, portanto, possível estabelecer um preço fiável sem conhecer as características do envio.

Para obter um orçamento preciso, é importante comunicar desde o início o peso, as dimensões, as moradas, o tipo de mercadoria e as condições de carga e descarga.

Quanto custa uma carga completa?

O custo de uma carga completa depende sobretudo de:

  • trajeto a percorrer;
  • tipo de veículo;
  • quilómetros;
  • portagens;
  • disponibilidade de veículos;
  • tempos de carga e descarga;
  • eventuais paragens;
  • tipo de mercadoria;
  • processos aduaneiros;
  • eventuais entregas urgentes ou dedicadas.

Mesmo que o preço total de um camião completo seja superior ao de um pequeno envio em grupagem, o custo unitário pode ser mais baixo quando o veículo é utilizado de forma eficiente.

Que dados são necessários para pedir um orçamento?

Para perceber rapidamente se compensa a grupagem ou a carga completa, são necessárias algumas informações fundamentais:

  • localidade e país de partida;
  • localidade e país de destino;
  • número de volumes ou paletes;
  • dimensões;
  • peso bruto;
  • tipo de mercadoria;
  • valor comercial;
  • data de recolha;
  • data de entrega pretendida;
  • presença de mercadorias perigosas;
  • necessidade de plataforma elevatória;
  • disponibilidade de empilhador;
  • eventuais requisitos aduaneiros.

Fornecer dados completos permite ao transitário identificar a solução mais eficiente e evitar posteriores alterações de preço ou atrasos operacionais.

Como preparar corretamente a mercadoria para grupagem

Uma vez que a grupagem pode implicar vários manuseamentos, a embalagem assume um papel fundamental.

Recomenda-se:

  • utilizar paletes íntegras e adequadas ao peso;
  • fixar a mercadoria à palete;
  • utilizar película estirável ou cintas;
  • proteger cantos e partes salientes;
  • evitar volumes instáveis;
  • aplicar etiquetas legíveis;
  • assinalar claramente eventuais mercadorias frágeis;
  • verificar que os documentos correspondem à mercadoria efetivamente carregada.

Uma embalagem correta protege o conteúdo e facilita as atividades de manuseamento e identificação nos terminais logísticos.

Perguntas frequentes sobre grupagem e carga completa

Qual é a diferença entre groupage e grupagem?

Não existe uma diferença substancial. Groupage é o termo internacional, enquanto grupagem é o termo português utilizado para designar o transporte de pequenos envios agrupados no mesmo veículo.

Em inglês, este modo é habitualmente designado LTL, ou seja, Less Than Truckload.

Que diferença existe entre LTL e FTL?

LTL significa Less Than Truckload e designa um envio que ocupa apenas uma parte do camião.

FTL significa Full Truckload e designa, pelo contrário, um veículo utilizado na totalidade por um único cliente.

Posso enviar uma só palete para a Suíça?

Sim. O envio de uma única palete é um dos casos mais comuns em que a grupagem se revela vantajosa.

O custo é calculado com base no espaço ocupado, sem necessidade de reservar um camião inteiro.

A grupagem é menos segura do que a carga completa?

A grupagem não é necessariamente menos segura, mas implica geralmente um maior número de manuseamentos.

A segurança depende da qualidade da embalagem, da organização dos hubs e da fiabilidade do operador logístico.

A carga completa é sempre mais rápida?

Geralmente sim, porque o veículo viaja diretamente do ponto de carga para o destino.

Os prazos podem, no entanto, depender da distância, da disponibilidade de veículos, das janelas de entrega, do trânsito e das operações aduaneiras.

Quem trata do desalfandegamento?

O desalfandegamento pode ser gerido por um operador aduaneiro mandatado pelo expedidor ou pelo destinatário.

Confiar o transporte e a alfândega ao mesmo transitário permite, porém, coordenar melhor as operações e reduzir o risco de atrasos na fronteira.

É possível combinar grupagem e entrega urgente?

Sim, em alguns trajetos existem serviços de grupagem com partidas frequentes ou prazos garantidos.

Quando a urgência é particularmente elevada, pode, no entanto, ser mais vantajoso escolher um veículo dedicado ou um serviço expresso.

Grupagem ou carga completa: qual escolher?

Não existe um modo melhor em absoluto. A escolha correta depende das características de cada envio.

A grupagem é geralmente mais indicada quando:

  • os volumes são reduzidos;
  • a mercadoria pode ser consolidada;
  • os prazos são relativamente flexíveis;
  • se pretende otimizar o custo.

A carga completa é, pelo contrário, preferível quando:

  • o volume é elevado;
  • a entrega é urgente;
  • a mercadoria é frágil ou de valor;
  • se pretende reduzir os manuseamentos;
  • é necessário ter maior controlo sobre os prazos.

Nos envios entre a Itália e a Suíça é, além disso, fundamental ter em conta a gestão aduaneira. Um bom planeamento dos documentos e uma coordenação eficaz entre transporte e desalfandegamento podem fazer a diferença entre uma entrega regular e uma retenção na fronteira.

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Não sabe se, para a sua mercadoria, compensa mais a grupagem, a carga parcial ou um camião completo?

A Spedimar analisa volume, peso, trajeto, prazos e requisitos aduaneiros para identificar a solução de transporte mais eficiente.

Contacte-nos indicando os dados do envio: ajudamo-lo a escolher o modo mais adequado, coordenando transporte e alfândega através de um único interlocutor.

Spedimar: não apenas um fornecedor, mas o seu parceiro para transportes, envios internacionais e operações aduaneiras.

Transporte marítimo: como funciona e que solução escolher

O transporte marítimo movimenta mais de 80% do comércio mundial de mercadorias e é o modo mais utilizado nas importações da China, do Sudeste Asiático, das Américas e do Médio Oriente. Para as empresas suíças e do Ticino, os envios por via marítima passam quase sempre pelos grandes portos do Mediterrâneo (Génova, La Spezia) ou do norte da Europa (Roterdão, Antuérpia, Hamburgo), seguindo depois para Chiasso e o resto do território por ferrovia ou por estrada.

Neste guia explicamos como funcionam os envios por via marítima, quais são as opções FCL e LCL, que documentos são necessários e como otimizar custos e prazos.

Como funciona um envio por via marítima

Um envio marítimo internacional segue um percurso operacional bastante padronizado, mas com muitas variáveis que influenciam prazos e custos:

  1. Recolha da mercadoria no fornecedor no país de origem
  2. Transporte rodoviário ou ferroviário até ao porto de partida
  3. Operações portuárias de carga: estiva em contentor, eventual desalfandegamento de exportação
  4. Navegação marítima até ao porto de destino (os prazos variam entre poucos dias e 5-6 semanas consoante a rota)
  5. Operações portuárias de descarga: desembarque do contentor, colocação no parque
  6. Desalfandegamento de importação no porto de chegada
  7. Transporte final até às instalações do destinatário (por estrada ou ferrovia)

Cada fase envolve intervenientes diferentes (transitário, armador, operadores de terminal, despachantes, transportadores rodoviários), e uma boa coordenação é o que determina o sucesso ou os atrasos de um envio.

FCL e LCL: dois modos, duas lógicas diferentes

A primeira escolha importante é o modo de envio. Existem duas opções principais:

FCL — Full Container Load

Significa contentor completo dedicado a um único cliente. A mercadoria viaja sozinha, num contentor cheio ou parcialmente cheio, mas reservado exclusivamente ao destinatário.

Vantagens do FCL:

  • Tempos de trânsito mais rápidos (sem consolidação nem desconsolidação)
  • Menor risco de danos na mercadoria (nenhuma manipulação intermédia)
  • Maior segurança (contentor selado na origem)
  • Custo por unidade mais vantajoso quando os volumes são elevados

Quando compensa: quando se enviam volumes iguais ou superiores a cerca de 15 m³ ou quando a mercadoria é delicada e não deve ser manuseada.

LCL — Less than Container Load

Significa grupagem marítima: a mercadoria de vários clientes é consolidada num único contentor partilhado. Paga-se em função do volume (m³) ou do peso efetivo da própria mercadoria.

Vantagens do LCL:

  • Custo acessível para pequenos volumes
  • Permite importar até poucas paletes sem ter de encher um contentor completo
  • Maior flexibilidade operacional

Desvantagens do LCL:

  • Tempos de trânsito mais longos devido à consolidação e desconsolidação
  • Maior risco de danos associado às manipulações intermédias
  • Custos adicionais (handling, desconsolidação no porto de chegada) que podem pesar

Quando compensa: quando se enviam volumes inferiores a cerca de 12-15 m³, ou para mercadoria não urgente e bem embalada.

Tipos de contentor

Os contentores marítimos normalizados mais utilizados são:

  • 20′ Dry (20 pés standard): cerca de 33 m³, até 28 toneladas
  • 40′ Dry (40 pés standard): cerca de 67 m³, até 28 toneladas
  • 40′ HC (High Cube): 40 pés com altura aumentada, cerca de 76 m³
  • Reefer (refrigerados): para produtos alimentares, farmacêuticos, produtos a temperatura controlada
  • Open Top, Flat Rack, Tank: para mercadorias especiais, volumosas ou líquidos a granel

A escolha do contentor certo é crucial para otimizar os custos e adequar-se à natureza da mercadoria.

Os documentos essenciais para um envio por via marítima

Um envio marítimo exige documentação específica:

  • Conhecimento de embarque (Bill of Lading, B/L): o principal documento de transporte, prova do contrato de transporte e título representativo da mercadoria
  • Fatura comercial do fornecedor
  • Packing list detalhada
  • Certificado de origem (preferencial ou não preferencial)
  • Documento de importação e eventuais licenças especiais
  • Seguro de mercadorias (recomendado para envios marítimos)
  • Certificados específicos para mercadorias controladas (CITES, sanitários, fitossanitários, dupla utilização)

O conhecimento de embarque, em particular, é um documento delicado: pode ser emitido em forma “original” (em papel, a entregar ao destinatário para levantar a mercadoria) ou “express release” (libertação eletrónica, sem originais). A escolha depende dos acordos comerciais entre as partes.

Incoterms: quem paga o quê nos envios por via marítima

As condições de um envio marítimo são reguladas pelos Incoterms da Câmara de Comércio Internacional (versão 2020). Os mais utilizados no transporte marítimo são:

  • EXW (Ex Works): o fornecedor coloca a mercadoria à disposição nas suas instalações, tudo o resto fica a cargo do comprador
  • FOB (Free On Board): o fornecedor entrega a mercadoria a bordo do navio no porto de partida, o resto fica a cargo do comprador
  • CIF (Cost, Insurance and Freight): o fornecedor paga o transporte e o seguro até ao porto de destino
  • CFR (Cost and Freight): como o CIF, mas sem seguro
  • DAP (Delivered at Place): o fornecedor entrega no destino, exceto o desalfandegamento e os impostos de importação
  • DDP (Delivered Duty Paid): o fornecedor entrega no destino com todos os encargos incluídos

A escolha do Incoterm correto determina quem paga o quê, quem segura a mercadoria e quem trata dos processos aduaneiros. Um erro frequente é escolher Incoterms desfavoráveis sem avaliar as suas implicações operacionais.

Envios por via marítima para a Suíça: o percurso típico

Para as empresas suíças e do Ticino, o fluxo marítimo típico segue duas rotas principais:

  • Via portos italianos (Génova, La Spezia): é o percurso mais curto e direto para a maioria das importações da Ásia, das Américas e do Mediterrâneo. A mercadoria é depois transportada para a Suíça por estrada ou por ferrovia através da passagem fronteiriça de Chiasso
  • Via portos do norte da Europa (Roterdão, Antuérpia, Hamburgo): mais indicado para algumas rotas (América do Norte, norte da Europa, alguns tráfegos asiáticos). A mercadoria chega à Suíça ao longo do corredor Reno-Alpes

A escolha do porto de desembarque influencia prazos, custos e disponibilidade de serviços intermodais. Um transitário experiente avalia caso a caso qual a rota mais conveniente.

Prazos e custos indicativos

Os tempos de trânsito marítimo variam muito consoante a rota:

  • China → Génova: 25-35 dias de navegação
  • Costa Leste dos Estados Unidos → Génova: 12-18 dias
  • Sudeste Asiático → Génova: 20-30 dias
  • Índia → Génova: 18-25 dias

A estes prazos há que somar os dias de operações portuárias (carga, descarga, desalfandegamento) e o transporte final para a Suíça, geralmente 1-3 dias do porto até Chiasso.

Os custos dependem de muitos fatores: rota, modo (FCL/LCL), tipo de contentor, sazonalidade, custos do combustível (bunker surcharge), congestionamento portuário. O mercado dos fretes marítimos é muito volátil e, no pós-pandemia, registou oscilações históricas.

Erros frequentes nos envios por via marítima

Na nossa experiência de gestão diária, os erros mais comuns que geram problemas são:

  • Escolha errada entre FCL e LCL face ao volume real da mercadoria
  • Incoterm inadequado às reais necessidades operacionais do comprador
  • Embalagem não adequada ao transporte marítimo (humidade, salinidade, manipulações)
  • Documentação incompleta que bloqueia o desalfandegamento à chegada
  • Falta de seguro ou coberturas inadequadas ao valor real da mercadoria
  • Planeamento de prazos demasiado otimista, que gera atrasos na cadeia de produção

Um bom planeamento, feito com um parceiro experiente, evita a maior parte destes problemas.

O papel do transitário internacional

Um envio marítimo envolve muitos intervenientes e muitas variáveis. Um transitário internacional gere toda a operação em nome do cliente:

  • Seleção do armador e reserva de espaço
  • Coordenação dos transportes pré-embarque e pós-desembarque
  • Gestão dos processos aduaneiros de exportação e importação
  • Tratamento da documentação (conhecimento de embarque, certificados, declarações)
  • Consultoria sobre os Incoterms e a cobertura de seguro
  • Rastreamento e gestão de eventuais situações críticas (atrasos, danos, contestações)

A Spedimar SAGL opera desde 1993 na fronteira de Chiasso e apoia empresas suíças e italianas na gestão de envios por via marítima de e para todos os continentes. Trabalhamos com os principais portos do Mediterrâneo e do norte da Europa e tratamos de todos os processos aduaneiros e logísticos até à entrega final.

Tem um envio por via marítima para organizar?

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Regime de trânsito T-CH: como funciona o trânsito aduaneiro suíço

Quem envia mercadoria através da Suíça sem que esta se destine ao mercado suíço precisa de um regime aduaneiro específico: o trânsito. Na Suíça, este regime designa-se T-CH e é um dos instrumentos mais utilizados todos os dias na fronteira de Chiasso por quem movimenta mercadorias entre a União Europeia e países terceiros atravessando o território suíço.

Neste artigo explicamos o que é o regime de trânsito T-CH, como funciona, quando se utiliza e em que se distingue dos regimes de trânsito comunitário T1 e T2.

O que é o regime de trânsito T-CH

O T-CH é o regime de trânsito nacional suíço. Permite transportar mercadorias no território suíço sem pagar de imediato os direitos aduaneiros e o IVA na importação, porque a mercadoria se destina a sair do país para outro destino.

Na prática, a mercadoria atravessa a Suíça em regime de suspensão aduaneira: os direitos são garantidos através de uma caução ou de uma garantia bancária, mas não são efetivamente pagos, porque a mercadoria não é introduzida em livre prática no mercado suíço.

O T-CH é gerido através do sistema NCTS (New Computerised Transit System), uma plataforma eletrónica partilhada entre as alfândegas europeias e suíças que permite acompanhar em tempo real cada operação de trânsito.

Quando se utiliza o T-CH

O regime de trânsito T-CH utiliza-se em vários cenários operacionais:

  • Mercadoria em trânsito entre dois países terceiros que atravessa a Suíça (exemplo: envio da Alemanha para Itália que passa pelo Gotardo)
  • Movimentação interna de mercadoria não desalfandegada de uma estância aduaneira suíça para outra (exemplo: do terminal de Chiasso para um entreposto aduaneiro em Zurique)
  • Transferências para entrepostos aduaneiros ou zonas francas dentro da Suíça
  • Exportações com partida da Suíça, quando a mercadoria tem de ser acompanhada por um documento de trânsito até ao porto de embarque ou à fronteira de saída
  • Importações indiretas, em que a mercadoria chega à Suíça mas é desalfandegada mais tarde numa estância aduaneira interior

Em todos estes casos, o T-CH garante que a mercadoria permanece sob controlo aduaneiro durante toda a deslocação, até à autorização de saída final.

T-CH, T1 e T2: quais são as diferenças

Os termos T1, T2 e T-CH são muitas vezes confundidos. A distinção é importante porque muda o quadro regulamentar de referência.

  • T1: regime de trânsito comunitário externo. Aplica-se a mercadorias não originárias da UE (ou que não estão em livre prática na UE) que atravessam o território aduaneiro da União
  • T2: regime de trânsito comunitário interno. Aplica-se a mercadorias originárias da UE ou em livre prática que, por razões operacionais, têm de permanecer sob controlo aduaneiro durante um transporte que atravessa países terceiros (exemplo típico: mercadoria UE que passa pela Suíça entre Itália e Alemanha)
  • T-CH: regime de trânsito nacional suíço, gerido pelo Serviço Federal das Alfândegas e Segurança das Fronteiras (BAZG), válido no território suíço

Em muitos casos práticos, os três regimes são complementares: um envio pode partir com um T1 da UE, transitar com um T-CH através da Suíça e voltar a partir com um novo T1 ao reentrar na UE. A continuidade documental é essencial para evitar contestações.

Como funciona o procedimento T-CH passo a passo

O processo operacional de um trânsito T-CH compreende os seguintes passos:

  1. Abertura do trânsito na estância aduaneira de partida, com declaração eletrónica via NCTS
  2. Constituição da garantia (caução, garantia bancária ou garantia global para operadores habituais)
  3. Aposição dos selos aduaneiros no meio de transporte, se previstos
  4. Transporte da mercadoria ao longo do itinerário autorizado, com o documento de acompanhamento de trânsito (DAT)
  5. Apresentação na estância aduaneira de destino dentro do prazo fixado
  6. Apuramento do trânsito após o controlo da mercadoria e dos selos, com descarga no sistema NCTS
  7. Liberação da garantia depois de confirmada a regularidade da operação

Se o trânsito não for apurado dentro dos prazos previstos, a garantia é executada e os direitos têm de ser pagos como se a mercadoria tivesse sido introduzida em livre prática.

A garantia no regime T-CH

Um dos aspetos centrais do T-CH é a garantia financeira exigida pela autoridade aduaneira. Existem várias modalidades:

  • Garantia isolada: constituída para cada operação de trânsito individual
  • Garantia global: uma linha de garantia que cobre várias operações em simultâneo, normalmente utilizada pelos operadores habituais e pelos transitários
  • Dispensa de garantia: prevista para operadores certificados OEA (AEO) ou que cumpram outros requisitos de fiabilidade

As empresas que operam regularmente confiam a gestão da garantia ao seu despachante aduaneiro, que dispõe de uma garantia global e trata de todas as formalidades.

Riscos e erros frequentes no trânsito T-CH

Na prática diária, as situações que geram problemas são muitas vezes as mesmas:

  • Trânsito não apurado dentro dos prazos, por atrasos na entrega ou erros de procedimento
  • Discrepâncias entre a mercadoria declarada e a mercadoria transportada (peso, volumes, descrição)
  • Violação dos selos aduaneiros durante o transporte
  • Erros no itinerário autorizado ou nas estâncias aduaneiras de passagem indicadas
  • Documentação incompleta no momento da apresentação na alfândega

Cada erro pode traduzir-se em execução da garantia, sanções administrativas e bloqueio operacional. Por isso, a gestão do trânsito é geralmente confiada a operadores especializados.

O papel do despachante aduaneiro no T-CH

Um despachante aduaneiro experiente gere toda a operação de trânsito em nome da empresa:

  • Abertura e apuramento do processo no sistema NCTS
  • Constituição e gestão da garantia (incluindo através da sua própria garantia global)
  • Verificação da documentação e dos selos
  • Coordenação com os transportadores e com as alfândegas de partida, de passagem e de destino
  • Acompanhamento dos prazos e gestão de eventuais situações críticas

A Spedimar SAGL opera na fronteira de Chiasso desde 1993 e gere todos os dias operações de trânsito T-CH, T1 e T2 ao longo do eixo entre a Suíça, a Itália e o norte da Europa. A nossa garantia global permite-nos abrir e apurar trânsitos rapidamente, poupando às empresas o encargo de constituir garantias isoladas para cada envio.

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Corredores TEN-T: o que são e o seu impacto na logística do Ticino

Quando se fala de logística internacional entre a Suíça, a Itália e o norte da Europa, há um termo que surge cada vez mais nos documentos oficiais e nos planos estratégicos: TEN-T. Trata-se da grande rede de infraestruturas europeia que está a redesenhar os fluxos de transporte do continente e que tem um impacto direto nas empresas que operam ao longo do eixo Chiasso-Milão-Génova e em direção ao norte da Europa.

Neste artigo explicamos o que é a rede TEN-T, quais são os corredores que atravessam o Ticino e porque é que as empresas que importam e exportam a devem conhecer.

O que é a rede TEN-T

TEN-T é o acrónimo de Trans-European Transport Network, ou seja, a Rede Transeuropeia de Transportes. É um programa estratégico da União Europeia que visa criar um sistema de infraestruturas integrado, sustentável e eficiente à escala continental, ligando portos, aeroportos, ferrovias, autoestradas e terminais intermodais.

A rede está estruturada em dois níveis:

  • Rede principal (Core Network): as ligações estratégicas prioritárias, a concluir até 2030
  • Rede global (Comprehensive Network): o conjunto da infraestrutura de apoio, a concluir até 2050

Dentro da rede principal estão identificados nove corredores multimodais estratégicos, cada um dedicado a um eixo de tráfego fundamental para a economia europeia.

A Suíça e a rede TEN-T

A Suíça não é membro da União Europeia, mas está plenamente integrada na rede TEN-T através de acordos bilaterais com a UE. A sua posição geográfica no coração dos Alpes torna-a uma passagem obrigatória para os fluxos de mercadorias entre o norte e o sul do continente.

A integração faz-se sobretudo através das grandes obras ferroviárias alpinas, como o Gotardo, o Lötschberg e o Ceneri, que fazem da Suíça o eixo de trânsito intermodal mais eficiente da Europa.

Os corredores TEN-T que atravessam o Ticino

O Ticino encontra-se numa posição estratégica para dois dos nove corredores principais da rede TEN-T:

Corredor Reno-Alpes (Rhine-Alpine)

É o corredor mais relevante para o Ticino e liga os grandes portos do Mar do Norte (Roterdão, Antuérpia, Amesterdão) aos portos italianos do Mediterrâneo (sobretudo Génova), atravessando a Alemanha, a Suíça e a Itália.

Passa por Basileia, Lucerna, Bellinzona, Lugano, Chiasso, Milão e Génova. É o corredor onde se concentram os maiores volumes de tráfego de mercadorias entre o norte da Europa e a Itália, grande parte dos quais transita precisamente pela fronteira de Chiasso.

Corredor Reno-Danúbio (ligações indiretas)

Embora não atravesse diretamente o Ticino, o corredor Reno-Danúbio interliga-se com o Reno-Alpes e contribui para os fluxos de mercadorias entre a Europa Central, a Itália e a Europa de Leste.

Porque é que a TEN-T importa às empresas do Ticino

Para quem importa, exporta ou gere logística no Ticino, a rede TEN-T não é um tema abstrato: tem efeitos concretos na operação diária.

  • Tempos de trânsito mais rápidos: as obras ferroviárias alpinas (Gotardo, Ceneri) reduziram significativamente os tempos de percurso norte-sul
  • Capacidade intermodal crescente: mais comboios de mercadorias, menos camiões nas passagens alpinas, redução do congestionamento rodoviário
  • Investimento público ao longo do eixo: novos terminais, hubs logísticos e plataformas intermodais (Busto Arsizio, Gallarate, Milano Smistamento) acessíveis em poucas horas a partir de Chiasso
  • Redução dos custos de transporte para quem sabe tirar partido da intermodalidade
  • Normalização dos procedimentos aduaneiros e logísticos ao longo do corredor

As empresas que planeiam a sua logística tendo em conta a rede TEN-T conseguem muitas vezes reduzir prazos e custos face a quem continua a pensar apenas em percursos rodoviários tradicionais.

TEN-T e intermodalidade: a oportunidade para quem envia mercadoria

Um dos objetivos centrais do programa TEN-T é a transferência modal das mercadorias da estrada para a ferrovia. Para as empresas, isto significa novas possibilidades operacionais:

  • Transporte combinado acompanhado (camião completo carregado no comboio)
  • Transporte combinado não acompanhado (apenas o contentor ou o semirreboque no comboio, recolhido por um trator no destino)
  • Transporte ferroviário convencional em vagão completo ou em grupagem

A intermodalidade é particularmente vantajosa para os fluxos entre os portos do norte da Europa, a Suíça e a Itália, onde as distâncias e os volumes tornam o comboio competitivo em custos, prazos e impacto ambiental.

O papel do transitário na era TEN-T

Num sistema cada vez mais intermodal e integrado, o papel do despachante aduaneiro e transitário torna-se central. Já não basta tratar de um processo ou de um transporte isolado: é necessária uma visão de toda a cadeia que integre:

  • Gestão aduaneira na fronteira
  • Coordenação com transportadores rodoviários e ferroviários
  • Interface com terminais intermodais e hubs logísticos
  • Documentação de transporte e regimes de trânsito
  • Otimização de prazos, custos e modos de transporte

A Spedimar SAGL opera desde 1993 na fronteira de Chiasso, exatamente no ponto-chave do corredor Reno-Alpes. Conhecemos os terminais, os transportadores e as práticas operacionais de todo o eixo e apoiamos as empresas na organização de envios eficientes entre a Suíça, a Itália e o norte da Europa.

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Guia de transporte CMR: manual prático para quem importa e exporta

Quem envia ou recebe mercadoria por estrada a nível internacional já viu pelo menos uma vez uma guia de transporte CMR. É o documento de transporte mais difundido na Europa, mas também um dos mais subestimados: um preenchimento incorreto pode significar contestações, indemnizações de seguro recusadas e litígios que se arrastam durante meses.

Neste guia explicamos o que é o CMR, para que serve, como deve ser preenchido corretamente e quais são as responsabilidades do transportador e do expedidor, com exemplos práticos para quem envia regularmente entre a Suíça e a Itália.

O que é a guia de transporte CMR

O CMR (acrónimo do francês Convention relative au contrat de transport international de marchandises par route) é a guia de transporte internacional de mercadorias por estrada. Baseia-se na Convenção CMR de 1956, subscrita pela maioria dos países europeus, incluindo a Suíça.

O CMR é obrigatório em todos os transportes rodoviários internacionais em que o local de carga e o local de descarga se situem em dois países diferentes, sendo pelo menos um deles signatário da Convenção.

Na prática, sempre que um camião atravessa a fronteira a transportar mercadoria, tem de levar a bordo um CMR corretamente preenchido.

Para que serve o CMR

A guia de transporte CMR tem três funções principais:

  • Prova do contrato de transporte entre expedidor e transportador
  • Recibo da mercadoria entregue ao transportador para o transporte
  • Documento de responsabilidade: define quem responde por eventuais danos, perdas ou atrasos

É também um documento exigido no desalfandegamento: na fronteira é verificado juntamente com a fatura comercial e os restantes documentos aduaneiros.

Como está estruturado o CMR

O CMR normalizado é composto por casas numeradas (de 1 a 24) que devem ser preenchidas com precisão. As informações essenciais são:

  1. Expedidor (quem envia a mercadoria)
  2. Destinatário (quem recebe a mercadoria)
  3. Local de entrega
  4. Local e data de tomada a cargo
  5. Documentos anexos (fatura, packing list, certificados)
  6. Descrição da mercadoria (natureza, códigos HS se exigidos)
  7. Número de volumes e tipo de embalagem
  8. Peso bruto
  9. Volume (em m³)
  10. Instruções especiais (p. ex. ADR, refrigeração, frágil)
  11. Instruções do expedidor para a alfândega
  12. Assinatura e carimbo do expedidor
  13. Assinatura e carimbo do transportador
  14. Assinatura e carimbo do destinatário no ato da entrega

O documento é emitido em pelo menos três exemplares originais: um para o expedidor, um para o transportador e um que acompanha a mercadoria até ao destinatário.

Os erros mais comuns no preenchimento do CMR

Na nossa experiência diária na fronteira de Chiasso, vemos repetirem-se sempre os mesmos erros:

  • Casas incompletas ou deixadas em branco: tornam o documento contestável
  • Peso e número de volumes não coincidentes com a fatura ou a packing list
  • Falta da assinatura do expedidor na casa 22
  • Reservas do transportador não registadas na tomada a cargo (p. ex. embalagem danificada)
  • Falta das instruções aduaneiras (casa 13) para mercadoria destinada a trânsito
  • Indicação errada do destinatário real em caso de operações triangulares

Cada erro pode transformar-se num problema concreto: um atraso na fronteira, uma reclamação ao seguro recusada, um litígio judicial.

Responsabilidade do transportador segundo a Convenção CMR

O CMR define claramente a responsabilidade do transportador: desde o momento em que toma a mercadoria a cargo até à entrega, o transportador responde por:

  • Perda total ou parcial da mercadoria
  • Avaria (dano na mercadoria)
  • Atraso na entrega

A indemnização máxima em caso de perda ou dano está fixada pela Convenção em 8,33 DSE por quilograma de peso bruto da mercadoria em falta ou danificada (DSE = Direitos de Saque Especiais, uma unidade monetária do FMI, hoje equivalente a cerca de 1,20 CHF por unidade).

O transportador fica isento de responsabilidade em casos específicos: força maior, vício próprio da mercadoria, instrução do expedidor, embalagem defeituosa não assinalada.

Para coberturas superiores ao limite CMR é necessário contratar um seguro complementar sobre o valor real da mercadoria.

CMR eletrónico (e-CMR)

Desde 2008 existe também a versão eletrónica do CMR, denominada e-CMR, regulada por um protocolo adicional à Convenção. A Suíça aderiu ao protocolo, tal como a Itália e muitos outros países europeus.

A vantagem do e-CMR é a digitalização completa do processo: em vez de documentos em papel assinados à mão, assinatura digital, rastreamento em tempo real e arquivo automático. A difusão ainda é limitada, mas está a crescer, sobretudo nos corredores logísticos entre a Suíça, a Itália, a Alemanha e os Países Baixos.

CMR e alfândega: o papel do despachante

O CMR é um documento de transporte, mas tem um impacto direto nos processos aduaneiros. Um CMR mal preenchido pode atrasar o desalfandegamento, gerar pedidos de documentação complementar e, nos piores casos, expor a empresa a sanções.

Um despachante aduaneiro experiente:

  • Verifica a coerência entre CMR, fatura e packing list antes de a mercadoria chegar à fronteira
  • Assinala discrepâncias a tempo de as corrigir sem parar o camião
  • Trata dos processos aduaneiros de modo a que o CMR possa ser utilizado de imediato para o desalfandegamento
  • Presta apoio em caso de contestações ou danos na mercadoria, reconstituindo a cadeia documental

A Spedimar SAGL opera na fronteira de Chiasso desde 1993 e gere todos os dias envios com CMR entre a Suíça, a Itália e o resto da Europa. A nossa equipa conhece as especificidades de ambos os lados da fronteira e apoia as empresas na correta gestão documental de todo o envio.

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Se tem dúvidas sobre o preenchimento de um CMR ou pretende confiar a gestão documental do seu envio a um parceiro experiente, contacte-nos para um orçamento gratuito.

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Certificação AEO: o que é e porque compensa a quem exporta

As empresas que importam e exportam regularmente conhecem bem o problema dos controlos aduaneiros: tempos de espera, documentação a verificar novamente, mercadoria retida que bloqueia entregas urgentes. Existe, porém, um estatuto oficial que permite reduzir drasticamente estes tempos e que muitas empresas suíças ainda não conhecem: a certificação OEA (AEO).

Neste artigo explicamos o que é a certificação AEO, que vantagens concretas oferece e que requisitos são necessários para a obter, com foco no contexto suíço e nas relações comerciais com a União Europeia.

O que é a certificação AEO

AEO é o acrónimo de Authorized Economic Operator (Operador Económico Autorizado). É um estatuto reconhecido a nível internacional que certifica uma empresa como parceiro fiável e seguro na cadeia logística internacional.

Na Suíça, a certificação é emitida pelo Serviço Federal das Alfândegas e Segurança das Fronteiras (BAZG) e corresponde ao estatuto AEO da União Europeia, graças a acordos de reconhecimento mútuo.

O reconhecimento abrange dois âmbitos principais:

  • AEO Segurança (AEO-S): garante padrões elevados de segurança na cadeia de abastecimento
  • AEO Simplificações aduaneiras (AEO-C): garante solidez financeira, conformidade aduaneira e controlo dos processos

As empresas podem obter ambos os estatutos (AEO Full) para maximizar as vantagens.

As vantagens concretas da certificação AEO

Tornar-se AEO não é apenas uma questão de imagem: traz vantagens operacionais mensuráveis em termos de prazos, custos e fiabilidade.

  • Menos controlos aduaneiros: menor frequência de verificações físicas e documentais nas fronteiras
  • Vias preferenciais: prioridade nos controlos quando estes são necessários
  • Desalfandegamento mais rápido: prazos de autorização de saída da mercadoria significativamente mais curtos
  • Reconhecimento internacional: validade na UE, Suíça, Noruega, Japão, Estados Unidos, China e muitos outros países graças aos acordos de reconhecimento mútuo
  • Melhor reputação comercial: o estatuto AEO é um cartão de visita junto de parceiros e clientes internacionais
  • Acesso facilitado a outras simplificações aduaneiras e regimes especiais (p. ex. procedimentos simplificados, declarações periódicas)

Para uma empresa que movimenta volumes importantes, as poupanças nos tempos de espera na fronteira e nos custos operacionais podem ser consideráveis logo nos primeiros meses.

Requisitos para obter a certificação AEO

Para obter o estatuto AEO, a empresa tem de demonstrar que cumpre alguns requisitos fundamentais:

  1. Conformidade aduaneira: ausência de infrações graves à legislação aduaneira e fiscal nos últimos 3 anos
  2. Sistema de gestão contabilística e logística adequado: rastreabilidade completa dos fluxos de mercadorias e documentos
  3. Solvência financeira: situação económica sólida, demonstrável através de balanços e indicadores
  4. Normas de segurança (para AEO-S): medidas adequadas de segurança física e informática, controlo de acessos, formação do pessoal, seleção de fornecedores e transportadores

A empresa tem de preencher um questionário de autoavaliação muito detalhado, que o BAZG analisa antes de iniciar a auditoria oficial.

Quanto tempo é necessário para a obter

O processo completo demora, em média, entre 6 e 12 meses e divide-se em três fases:

  1. Preparação interna: análise dos processos, identificação das lacunas, implementação das medidas corretivas
  2. Preenchimento do questionário de autoavaliação e apresentação do pedido
  3. Auditoria do BAZG: verificações documentais e visitas às instalações

As empresas que se preparam de forma estruturada — muitas vezes com o apoio de um consultor aduaneiro experiente — conseguem reduzir significativamente os prazos e evitar pedidos de informação complementar.

A que empresas compensa a certificação AEO

A certificação AEO é particularmente vantajosa para:

  • Exportadores e importadores habituais com volumes significativos de processos aduaneiros
  • Empresas que gerem cadeias de abastecimento internacionais complexas com fornecedores e clientes em vários países
  • Operadores do setor da logística e dos transportes (transitários, transportadores, operadores de terminais)
  • Empresas que trabalham com clientes institucionais ou grandes grupos que exigem parceiros certificados
  • Empresas que pretendem destacar-se no mercado como parceiros fiáveis e seguros

Para empresas com volumes aduaneiros muito reduzidos, a relação custo-benefício deve ser avaliada caso a caso, mas para quem importa ou exporta regularmente a certificação AEO é um investimento que se paga rapidamente.

O papel do despachante aduaneiro no percurso AEO

Enfrentar o processo de certificação AEO sem apoio especializado é complexo e conduz muitas vezes a pedidos indeferidos ou a pedidos de informação complementar que prolongam os prazos. Um parceiro aduaneiro experiente pode:

  • Analisar os processos atuais da empresa e identificar as lacunas
  • Apoiar o preenchimento do questionário de autoavaliação
  • Ajudar na implementação das medidas de segurança e dos controlos internos
  • Preparar a documentação para a auditoria do BAZG
  • Acompanhar a empresa durante as visitas de inspeção

A Spedimar SAGL opera na fronteira de Chiasso desde 1993 e apoia empresas do Ticino e de Itália na gestão dos processos aduaneiros, dos regimes especiais e dos percursos de certificação. Conhecemos de perto os requisitos do BAZG e as boas práticas para superar a auditoria AEO.

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Contacte-nos para uma consultoria gratuita: analisamos em conjunto a sua situação atual e percebemos se o AEO é a opção certa para si.

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Declaração aduaneira na Suíça: o que é preciso e como funciona

Todas as empresas que importam ou exportam mercadorias da Suíça têm de lidar com a declaração aduaneira. Trata-se de uma etapa obrigatória, regulada pelo Serviço Federal das Alfândegas e Segurança das Fronteiras (BAZG), que determina os direitos aduaneiros, o IVA na importação e a regularidade do envio.

Um erro na declaração aduaneira traduz-se muitas vezes em mercadoria retida, sanções e custos imprevistos. Neste guia explicamos o que é, que documentos são necessários e como funciona o procedimento, com base na experiência prática de quem trata todos os dias de desalfandegamentos na fronteira de Chiasso.

O que é a declaração aduaneira

A declaração aduaneira é o documento oficial com que uma empresa comunica às autoridades aduaneiras suíças a natureza, a origem, o valor e o destino da mercadoria que atravessa a fronteira. É a base sobre a qual são calculados os direitos aduaneiros, o IVA na importação e eventuais direitos de monopólio.

Na Suíça, a declaração é efetuada através do sistema eletrónico eDec Import (para as importações) e eDec Export (para as exportações), gerido diretamente pelo BAZG.

Documentos necessários para a declaração aduaneira

Para preparar uma declaração aduaneira correta são necessários os seguintes documentos:

  • Fatura comercial com descrição detalhada da mercadoria, valor, moeda e Incoterms
  • Packing list (lista de volumes com peso bruto e peso líquido)
  • Documento de transporte (CMR para transporte rodoviário, conhecimento de embarque para via marítima, AWB para via aérea)
  • Certificado de origem (EUR.1, ATR, certificado de origem não preferencial)
  • Código aduaneiro (código HS) correto para cada artigo
  • Licenças ou autorizações especiais no caso de mercadorias sujeitas a restrições (produtos alimentares, farmacêuticos, ADR, têxteis etiquetados)

Um erro frequente é a classificação pautal incorreta do código HS: altera o direito aplicável e pode dar origem a contestações mesmo anos depois.

Como funciona o procedimento na prática

O fluxo operacional de uma declaração aduaneira de importação na Suíça compreende quatro fases:

  1. Receção dos documentos enviados pelo fornecedor ou pelo transportador
  2. Verificação e classificação da mercadoria (código HS, origem, valor, regime)
  3. Preenchimento e transmissão da declaração através do eDec
  4. Autorização de saída da mercadoria após o pagamento dos direitos e do IVA

Uma declaração normal, se os documentos estiverem completos e corretos, é processada em poucas horas. Em caso de controlo físico ou documental, os prazos podem prolongar-se para 1-2 dias úteis.

Quanto custa a declaração aduaneira

Os custos dividem-se em duas categorias:

  • Custos diretos: direitos aduaneiros (variáveis consoante a mercadoria e a origem), IVA na importação (8.1% taxa normal, 2.6% taxa reduzida), taxas estatísticas
  • Custos do serviço: a tarifa que o despachante aplica pelo processo aduaneiro

Confiar num despachante aduaneiro experiente significa evitar custos ocultos muito mais elevados: direitos mal calculados, mercadoria retida, sanções administrativas, perda de acordos preferenciais por certificados de origem incompletos.

Porque compensa confiar a declaração aduaneira a um despachante

Gerir internamente os processos aduaneiros exige formação contínua, acesso aos sistemas do BAZG, conhecimento dos acordos internacionais (UE, EFTA, acordos preferenciais) e atualização constante sobre as alterações regulamentares. Para a maioria das empresas que importam e exportam na Suíça, confiar num despachante aduaneiro certificado é a opção mais eficiente.

A Spedimar SAGL opera desde 1993 na fronteira de Chiasso, um dos principais pontos aduaneiros entre a Suíça e a Itália. Tratamos todos os dias de declarações aduaneiras eDec, certificados de origem, regimes de trânsito T1/T2, T-CH e processos para mercadorias especiais (ADR, produtos alimentares, têxteis).

Tem um envio para desalfandegar na Suíça?

Contacte-nos para um orçamento gratuito e sem compromisso. A nossa equipa aduaneira de Chiasso acompanha-o desde a preparação da documentação até à autorização de saída da mercadoria.

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